United States of Tara

05Jun10

Bom… Novos tempos, novas manias. A nova sendo a série “United States of Tara“, que passa no canal Showtime. Por sinal, dei uma olhadinha hoje nos programas que a Showtime oferece e são praticamente os melhores: Dexter, Weeds, Californication, Penn & Teller, The L Word e United States of Tara, of course.

Adoro programas que exageram sem ultrapassar os limites. Resumidamente, os personagens de UST são: Tara, mãe, artista e dona-de-casa que sofre de personalidade múltipla (hoje chamada de Transtorno Dissociativo de Identidade); seu marido Max, que cuida da família e apóia Tara; Kate, a filha adolescente que fala mais palavrão que o satanás; Marshall, o filho gay assumido que escuta jazz e se veste como o vovozinho; e Charmaine, a irmã chata que não sabe se acredita ou não no problema de Tara.

Fora isso tem as personalidades: Buck, é um veterano da segunda guerra, adora armas, fuma 2 carteiras de cigarro por dia, não dispensa uma cervejinha e é mulherengo assumido; T., a adolescente de 16 anos que só pensa em sexo e se veste como uma puta; Alice, uma dona-de-casa autêntica dos anos 50 que cozinha, lava, reza, etc; e Gimme, um ser estranho que ninguém sabe ao certo o que é. Na segunda temporada parece que aparecem mais personalidades, mas eu ainda não terminei de assistir.

Tara é uma mãe suburbana que tenta conciliar a sua vida de mãe, dona de casa e profissional com as suas personalidades, que aparecem sempre que ela sofre algum estresse ou decepção ou raiva, etc. A família dela a apóia, mas nem sempre as coisas dão certo, como acontece com todos nós. O seriado é muito bom. Trata sobre a doença, sobre homossexualidade, sobre relacionamentos. **Por sinal, sabia que hoje em dia o termo é “homossexualidade” em vez de “homossexualismo”, porque este tem um certo caráter de doença?** As vezes fico me perguntando se nos Estados Unidos existem muitas famílias como essa. Eles parecem achar tudo normal: sexo, drogas, homosexualidade. Isso é muito interessante. Seria ótimo se todo mundo aceitasse a opção sexual dos filhos com tanta naturalidade como fazem no programa. Mas, o mais interessante é observar como os personagens mudam de episódio para episódio. Acho que, de certa forma, cada um sofre um pouco com o Transtorno Dissociativo de Identidade.

** Quem quiser baixar o seriado, eu sempre baixo no Seriesfree. Este é o link direto para United States of Tara: Download. Eu assisti Lost e The 4400 todos através deste site. **

Eu sempre gostei de saber como funciona a nossa cabeça. Por experiência, sei que o nosso cérebro é capaz de qualquer coisa, inclusive de nos enganar. Mas, falando em Transtorno Dissociativo de Identidade, não é apenas com essa doença que nos transformamos em outras pessoas durante as nossas vidas.

Nós mulheres, depois que ganharmos a guerra da igualdade entre os sexos, passamos a usar várias facetas para conseguir atravessar o dia-a-dia em paz. Temos que ser mães, donas-de-casa, amantes, amigas, profissionais, líderes, tudo ao mesmo tempo. Temos que saber dividir nossas tarefas de forma que uma personalidade não atrapalhe a outra. Temos que nos sobressair nos nossos empregos sem trazer o estresse pra casa. Temos que ser ótimas mães sem ter que viver dando desculpas no trabalho para sair. Temos que ser maravilhosas amantes para os maridos para que eles continuem nos apreciando como sempre o fizeram. Temos que cuidar da casa, limpar, cozinhar, sem ficar reclamando depois quando ligamos para as amigas para conversar.

É trabalho duro ser mulher.

Quando meu marido chega em casa as 11h30 da noite depois de passar o dia trabalhando, ele não entende como eu posso estar tão cansada se passei o dia em casa. Ser mãe e dona-de-casa não é passar o dia assistindo televisão e comendo. Se fosse assim, eu estaria mais gorda em vez de mais magra e saberia o que está acontecendo no mundo, coisa que não sei (alguém quer me contar?).

As vezes, inclusive, dá vontade de ser invadida por uma pessoa estranha e sair fazendo coisas malucas sem se preocupar com as consequências. Isso é o que o TDI faz. Na vida real isso não é possível. Infelizmente.

Portanto, enquanto sigo tentando descobrir quem sou, vou assistindo a United States of Tara e rezar para que ela descubra quem ela é. Quem sabe ela não me ensina depois.

E se alguém souber o segredo para se descobrir, deixe um comentário aí. Estou aceitando receitas.



2 Responses to “United States of Tara”

  1. 1 MClara

    Faltou voce deixar um agradecimento para a pessoa que indicou o seriado pra voce assistir! Direitos autorais sao importantes!
    =P
    =*


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